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Publicada em 29-07-2010

PEA caiu de 9,6% para 8,5%.

LEONARDO FRANCIA.

ALISSON J. SILVA
Salário real médio passou de R$ 1,354 mil para R$ 1,364 mil, aumento de 0,7%
Salário real médio passou de R$ 1,354 mil para R$ 1,364 mil, aumento de 0,7%

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) caiu de 9,6% da População Economicamente Ativa (PEA) em maio para 8,5% em junho, o menor índice para o período na série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), que começou em 1996. A variável apurada no sexto mês deste ano foi 0,8 ponto percentual inferior ao apurado em idêntico intervalo de 2009 (9,3%).

De acordo com o levantamento realizado pela Fundação João Pinheiro (FJP), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), a PEA da RMBH passou de 2,487 milhões de pessoas em maio para 2,477 milhões em junho, uma leve queda de 0,5%.

No entanto, a pesquisa divulgada ontem pela FJP apontou que na comparação do número de pessoas empregadas em junho deste ano (2,266 milhões) contra a população ocupada no mês anterior (2,248 milhões de pessoas), houve um avanço de 0,8%, o que corresponde a geração de 18 mil postos de trabalho, considerando, também, as demissões do período.

Em junho, o setor de serviços foi o maior gerador de empregos, com 26 mil postos de trabalho, seguido pelo comércio da RMBH, com a geração de 5 mil vagas. A construção civil aparece logo depois, com 2 mil postos de trabalho. Por outro lado, conforme a pesquisa, a indústria da região metropolitana registrou redução de 8 mil empregos.

Para o economista e coordenador da PED pelo Dieese, Mário Rodarte, o avanço do nível de ocupação apurado no setor de serviços, que é calculado com base no número de pessoas que conseguiram se colocar no mercado de trabalho em relação aos trabalhadores desocupados, refletiu diretamente na redução do índice de desemprego na RMBH.

O nível de emprego do setor público, conforme a pesquisa, avançou 9,4 pontos percentuais em junho sobre maio, o que equivale à geração de 20 mil postos de trabalho. De acordo com o coordenador da pesquisa, a geração de vagas formalizadas pelo segmento sinaliza um aumento da qualidade da ocupação dos trabalhadores da região metropolitana.


Rendimento - O levantamento também revelou que o rendimento dos trabalhadores da RMBH cresceu entre abril e maio. Nesta base de comparação o salário real médio passou de R$ 1,354 mil para R$ 1,364 mil, um aumento de 0,7%. Em relação ao ganho salarial médio de maio de 2009 (R$ 1,279 mil), foi verificada alta de 6,6%.

Já o rendimento médio dos autônomos, que em maio deste ano foi de R$ 1,139 mil, avançou 0,6% em comparação com o de abril (R$ 1,132 mil). Em idêntico confronto, o salário médio do trabalhador do setor privado passou de R$ 1,131 mil para R$ 1,112 mil, queda de 1,7%.

A renda mensal média do empregado do setor industrial caiu de R$ 1,305 mil em abril para R$ 1,299 mil, decréscimo de 0,5%. No caso do funcionário do comércio da RMBH, a queda foi de 1,4%, já que o salário médio passou de R$ 931 em abril para R$ 918 em maio. Já no segmento de serviços, o rendimento, na mesma base de comparação, depreciou de R$ 1,175 mil para R$ 1,138 mil, redução de 3,2%.

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